O multitasking não é um mito. A prática existe em várias empresas de diferentes dimensões e de diferentes áreas. Responder a emails enquanto estamos em reuniões importantes, desenvolver uma apresentação enquanto recebemos vários emails que nos distraem constantemente, ler mensagens de trabalho enquanto estamos a jantar com a família, são apenas alguns dos exemplos de multitasking que todos reconhecemos e com os quais nos identificamos.
Esta capacidade de realizar mais do que uma tarefa em simultâneo é ainda valorizada por muitos empregadores, contudo, nos últimos anos, começou a surgir uma discussão sobre se o multitasking é realmente eficiente e vantajoso para ter bons resultados no trabalho ou se é apenas sinónimo de desorganização.
A capacidade de multitasking pode ter, de facto, as duas faces da moeda, estando muito relacionada com a empresa onde se trabalha. No que toca a empresas mais estruturadas e de maior dimensão, o multitasking não será a melhor forma de produtividade, pois cada colaborador tem um papel a desempenhar muito bem definido e, por isso, deve estar mais focado em realizar as suas tarefas de uma forma mais concentrada. No entanto, em empresas de pequena dimensão, que à partida contam com menos colaboradores, esta capacidade pode significar uma maior produtividade, no sentido em que cada colaborador pode atuar em diversas áreas e ter várias tarefas complementares.
O conceito de multitasking não é novo, mas tem vindo a evoluir e a tornar-se cada vez mais uma característica da nova geração de trabalhadores. A presença constante das novas tecnologias promove o desempenho de várias tarefas em simultâneo, no sentido em que passam a existir várias fontes de inputs num dado momento. Além disso, os colaboradores adaptam-se cada vez mais às necessidades das empresas e do mercado e por isso estão cada vez mais focados em várias áreas, que não a sua área de especialidade, de forma a manterem uma posição na empresa e a evitarem serem dispensados. Mas, quando falamos de tarefas que exigem grande concentração e eficácia, desempenhá-las ao mesmo tempo pode prejudicar a produtividade, mas também a própria capacidade de execução dos colaboradores, resultando num mau trabalho. Contudo, esta é uma característica que se desenvolve a nível individual e, por essa razão, é muito importante que cada um como profissional compreenda muito bem os seus limites e capacidades.
Começar o dia por fazer a tarefa mais importante, ver o email em alturas definidas, organizar todos os dias uma lista com tarefas e saber em que alturas do dia é mais produtivo, são algumas das dicas para ser mais eficiente e evitar distrações. Por outro lado, alternar apenas entre duas tarefas, terminar sempre todas as tarefas que tem por fazer, priorizar o seu trabalho e gerir o tempo da melhor forma, podem fazer com que consiga usar a capacidade de multitasking e ser igualmente eficaz.