Abriu no ano passado, no final do mês de junho. E nos primeiros cinco meses conquistou mais de um milhão de visitantes. A razão? Não existe nada igual no mundo. O Mori Building Digital Art Museum, em Tóquio, é o primeiro museu 100% digital que permite aos visitantes interagirem com as obras de arte, criando uma experiência totalmente diferente e singular. Tudo, graças à tecnologia. Idealizado pelo coletivo de artistas teamLab – que se definem como “ultra-tecnologistas” – em parceria com a empresa Mori Building, o museu tem 10 mil metros quadrados, divididos em cinco áreas, com 50 obras digitais controladas por uma complexa rede de 520 computadores e 470 projetores de alta tecnologia. 

A exposição no museu é permanente e foi batizada de “Borderless”, em português “Sem Fronteiras”. A explicação do conceito é simples: o coletivo de artistas japoneses quer acabar com as fronteiras entre “arte e visitantes”, permitindo às pessoas interagirem e misturarem–se com a arte, tornando-se parte dela. Numa das cinco áreas da exposição, por exemplo, encontramos o “Universo de Partículas de Água” (na imagem) onde o visitante pode tocar na queda de água digital e alterar o seu fluxo. Mais: se o visitante se sentar numa das rochas desta sala também pode transformar o percurso da água em tempo real. Em outra área, deparamo-nos com a “Floresta das Lâmpadas” onde as luzes reagem à presença das pessoas, brilhando de forma mais intensa consoante o movimento dos visitantes. Os mais novos não foram esquecidos e no “Parque do Futuro” encontramos uma espécie de parque de diversões que permite às crianças serem cocriadoras dos seus próprios mundos. E livres para viverem novas experiências. 

O Mori Building Digital Art Museum fica na baía de Tóquio, a 15 minutos do Aeroporto Internacional de Haneda.