A primeira loja surgiu no Porto, no Centro Comercial Parque Nascente, em 2014. Hoje têm 14 espaços, todos em centros comerciais. Porquê esta aposta?
No ano em que abrimos o primeiro espaço Kicks prevíamos a abertura de duas lojas por ano. Felizmente, o negócio correu bem e em quatro anos passámos a 14 lojas físicas e uma loja online. Todos os espaços são em centros comerciais porque queríamos estar em locais onde houvesse muito tráfego, muitas pessoas a passar. E os shoppings são o melhor local. Escolhemos sempre centros comerciais de referência em capitais de distrito, com bastante tráfego, porque iriam permitir-nos obter mais visitas à loja. E, depois, era o nosso trabalho conseguir que as pessoas comprassem o nosso calçado.

Lançaram a loja online há três anos. Acreditam que o digital é o futuro do retalho?
Há uma palavra que define a nossa estratégia: omnicanal, um termo que está muito em voga atualmente e é uma tendência no mercado. O que pretendemos com a loja online é que esta seja um complemento às nossas lojas físicas e vice-versa. No nosso negócio de moda desportiva, as pessoas gostam de ver o material, gostam de experimentar o calçado, saber se fica bem ou não. A experimentação é sempre um factor importante. Mas queremos que a loja online abra portas a outras possibilidades, por exemplo: um cliente fazer uma reserva online e poder levantar a encomenda no próprio dia. Ainda estamos a afinar pequenos detalhes desta possibilidade no website, para que seja possível muito em breve. O futuro vai passar por aí. O digital é um complemento à experiência Kicks nas lojas.

Algumas das lojas designam-se por Kicks 2.0. O que estes espaços têm de diferente?
A primeira vez que introduzimos este conceito foi na nossa loja em Gaia. Neste espaço os clientes vão encontrar, além do calçado, produtos têxteis e algumas mochilas. O próprio layout das lojas Kicks 2.0 é diferente, permitindo uma versatilidade de apresentação de produto, misturando roupa com calçado.

Quais são as marcas de calçado que vendem?
Vendemos calçado de mais 15 marcas, tais como adidas, Nike, New Balance, Puma, Reebok, Converse, entre outras.

Quais são as marcas mais procuradas?
Adidas, Nike, New Balance, são as marcas mais pedidas pelos clientes.

Qual a importância da renovação dos equipamentos tecnológicos para o vosso negócio?
É fundamental. O retalho dos nossos dias tem que se adaptar rapidamente à dinâmica da área tecnológica. As novas ferramentas proporcionadas pela inovação permitem-nos ter informação do negócio em tempo real e isso é crucial na tomada de decisões estratégicas ou do dia-a-dia. A vertente tecnológica permite obter um conhecimento profundo do ponto de vista interno (interdepartamental) e externo (clientes/concorrência) possibilitando às empresas a definição de estratégias e planos de ação com maior eficiência. A inovação tecnológica permite a aceleração de processos e a adaptação ao mercado onde a única coisa constante é a mudança.

Considera o renting uma ferramenta fundamental para o vosso crescimento?
Sem dúvida! Com o renting não somos obrigados a fazer um investimento inicial avultado, possibilitando-nos a pagar em várias prestações, de 24 ou 36 meses, por exemplo. E, além disso, também temos a ajuda da parte do fornecedor que está sempre disponível para resolver quaisquer questões relacionadas com o assunto.

Como é a relação entre a Nice Kicks e a GRENKE?
Tivemos conhecimento da GRENKE através do nosso fornecedor Gateway. Quando começámos a investir no têxtil, propuseram-nos a solução de renting desta empresa. É uma relação recente, mas já a consideramos face às outras opções de financiamento. Tanto que, quando decidimos mudar o nosso ERP, fazer uma alteração ao nosso sistema de faturação este ano, recorremos também à GRENKE.