À primeira vista ninguém diz que é uma adega, devido à sua arquitetura e design moderno. Mas Lígia Santos queria que a adega da Caminhos Cruzados, localizada na Quinta da Teixuga em Nelas, na região do Dão, fosse assim. “A adega foi pensada e construída tendo como inspiração o nosso logótipo, uma cruz. São, assim, dois edifícios que se cruzam, plantados no meio da vinha. A Caminhos Cruzados é jovem e moderna, somos ‘o novo Dão’, e queríamos que isso também se refletisse no edifício da adega”, conta a CEO da empresa produtora de vinhos.
A obra, da responsabilidade do arquiteto Nuno Pinto Cardoso, foi ainda projetada para ser ambientalmente consciente e energeticamente sustentável.

A jovem empreendedora revela que “o edifício foi construído em betão, um material que permite grande isolamento térmico, protegendo-nos do frio, e que concentra o calor e o vai libertando de forma controlada, permitindo manter a temperatura fresca no verão, sempre sem recurso a energia elétrica”. Além disso, ao longo do edifício existem várias claraboias que permitem ter luz natural durante a maior parte do dia e um sistema de reaproveitamento da água da chuva.
Na nova casa da Caminhos Cruzados, que abriu portas em setembro de 2017, há espaço para uma zona de produção com as cubas, barricas e linha de engarrafamento, mas também uma zona aberta a visitas, com loja de vinhos e sala de provas. Lígia Santos explica porquê: “A grande aposta da nova adega para 2018 passa pelo enoturismo. Os consumidores estão interessados em conhecer a origem dos vinhos, as histórias dos projetos e, por isso, procuram cada vez mais visitar as adegas e aprofundar o conhecimento sobre o vinho”. A empresa portuguesa tem um leque variado de atividades para visitantes, desde uma simples prova da sua gama de vinhos, visitas às vinhas, jogos de aromas, a um piquenique vínico, que consiste numa prova de vinho junto à vinha, com direito a iguarias caseiras da região.

Este ano, a Caminhos Cruzados vai ainda apostar no lançamento de um novo vinho: o Teixuga Tinto 2014. “Trata-se de um vinho muito exclusivo, do qual produzimos apenas 2 mil garrafas e que é feito a partir de uvas das vinhas velhas da Quinta da Teixuga”. O lançamento está previsto para setembro.