“A brand isn’t what you say it is. It’s what they say it is”. A teoria é do designer Marty Neumeier e é defendida no seu mais recente livro “The Brand Flip”. O autor acredita que, dada a explosão da conectividade e o poder que isso dá aos consumidores, quem dita o sucesso e o futuro de uma empresa nos dias de hoje são as pessoas. E as empresas que não seguem este pensamento têm de mudar. “As pessoas não compram marcas. Elas unem-se às marcas. Elas querem um voto no que é produzido e como é entregue. Elas estão dispostas a arregaçar as mangas e a ajudar, não só promovendo a marca entre os seus amigos, mas contribuindo com conteúdo, oferecendo ideias e até vendendo produtos ou serviços”, adianta Neumeier no livro. Se antes o problema de uma marca era alinhar a sua estratégia de negócios com a experiência do cliente, hoje trata-se de como dar poder aos clientes que irão impulsionar o sucesso da empresa. Em “The Brand Flip”, o autor explica como as empresas podem dar este “salto” para a mudança. Como podem passar da oferta de produtos à oferta de significado, de preços baseados em custos a preços baseados em relações, de segmentos de mercado a brand tribes, da satisfação de clientes ao seu empowerment. “Os clientes não estão focados em produtos, mas no significado. Estes escolhem produtos para construir as suas identidades”, defende. Burberry e IBM são duas empresas que Marty Neumeier acredita que conseguiram fazer esta transição com sucesso. Marcas como Zappos, Mini, Airbnb, Twitter, Google, Netflix, Starbucks já nasceram com esta linha de pensamento e estão bem preparadas para o futuro, aponta. Marty Neumeier já trabalhou com empresas como a Apple, Netscape, Sun Microsystems, HP, Adobe, Google e Microsoft. Atualmente é director of transformation na agência Liquid Agency, em Silicon Valley, e speaker em eventos e workshops sobre inovação, branding e design. É ainda autor dos livros “The Brand Gap”, ” Zag” e “The Designful Company”.