Se não estivesse a trabalhar na ORCINUS qual seria a sua profissão?

Seria sempre na área comercial. Sempre, desde muito novo, segui esta área com a qual me identifico bastante. Toda a envolvência em si fascina-me: o facto de conhecer pessoas novas quase diariamente, com formas de estar diferentes que exigem de mim uma atenção e uma dedicação enorme.

Regra número um nos negócios para si?
Satisfação dos clientes. Vender é muito importante, mas num mundo global, no qual vivemos, se não dermos foco à satisfação dos nossos clientes é uma questão de tempo para desaparecermos. As más notícias espalham-se como um vírus mortal. Já fechei muitos negócios porque a minha rede de clientes está satisfeita e recomenda-nos a outras empresas. É imprescindível.

Qual a empresa ou produto que gostaria de ter criado?
O Facebook sempre foi um produto que me fascinou tendo em conta o impacto na sociedade. É tremendo o choque comportamental que este produto impôs à sociedade que não tem faixa etária nem social. Poucos produtos têm um alcance tão abrangente a nível global.

Qual o skill que gostaria de melhorar?
Lidar com diferentes pessoas é um desafio tremendo nos dias de hoje, tendo em conta a volatilidade das personalidades existentes. Ter a perspicácia para saber lidar naquele momento com aquela forma de estar e de ser é para mim um desafio que pretendo sempre melhorar. Procuro a excelência em todas as vertentes. Mas a perspicácia é claramente a habilidade que eu procuro sempre melhorar.

Uma dica para ser um bom líder?
Empatia. Colocarmo-nos no lugar dos outros é fundamental para saber liderar. Existe aquela ideia do líder ser autoritário e mandão. Mas nos tempos atuais é fundamental percebermos quem temos ao nosso lado e transmitir a mensagem de uma forma que seja bem recebida pelas diversas personalidades existentes. Dessa forma conquistamos as pessoas.

Viagem que gostaria de fazer?
Uma tournée pela Índia pela diversidade e riqueza daquele povo. Sempre me fascinou a variedade de cores, de aromas e de sabores. Tenho bastante curiosidade sobre alguns dos seus costumes.

Qual o melhor conselho que lhe deram até hoje?
Dois conselhos, um pessoal e um profissional: “Julgar os outros como gostaria que me julgassem a mim” e “Pior que decidir mal é não decidir.”

O que está a ler?
“Aprenda com a Máfia”, de Louis Ferrante. Um excelente livro sobre as técnicas usadas pelos membros da máfia e que se aplicam de forma perfeita na área comercial.

Acredita que ter uma boa rede de contactos é essencial para o negócio?
É fundamental e obrigatório. O livro que mencionei é claríssimo nessa análise.
A máfia tinha, e tem, um poder enorme fruto da imensa rede de contactos que tem em diversas áreas. Sem isso somos pequenos e praticamente inexistentes. Depois é preciso saber usar bem essa rede de contactos.

Uma dica para aumentar a rede de contactos profissionais?
Existem redes sociais especializadas nessa vertente e eventos que podemos e devemos estar presentes. Existe uma frase popular que ilustra bem essa importância: “Devemos ver e ser vistos”. Estar presente em eventos de diversas áreas é fulcral para que possamos ter uma abrangência de contactos das mais diversas áreas, mas de forma equilibrada para que não olhem para nós como sendo alguém descaracterizado.

A ORCINUS, criada em 1999, é uma empresa portuguesa que atua nas áreas Desenvolvimento de Software, Implementações de ERP’S, Business Intelligence, Segurança e Conectividade, Armazéns Robotizados, Outsourcing e Consultadoria Informática. Com escritórios em Lisboa e Esposende, é representante da marca Avaya em Portugal.