
O design de um espaço é muito importante para que toda a empresa funcione. E para que o colaborador seja mais produtivo, também. Pelo menos é essa a visão da Microsoft Portugal. A empresa abriu um novo conceito de escritório que aposta no design e nas novas tecnologias para gerir melhor as pessoas e permitir a mobilidade dos colaboradores.
A empresa abriu um novo conceito de escritório no Parque das Nações, em 2012, que recorre ao design e, sobretudo, à tecnologia para gerir melhor as pessoas e o seu trabalho. Aliás, não poderia ser de outra forma, nas palavras de Patrícia Fernandes, diretora de Relações Públicas, Marketing Central e Comunicação da Microsoft Portugal. “A Microsoft queria um escritório que espelhasse o que a empresa faz, representa. Vendemos sonhos de produtividade, vendemos ideias de funcionamento e de mobilidade e que impactam o mundo do trabalho, por isso seria um contrassenso termos um escritório igual a uma montra, que não fizesse uso da tecnologia”. Uma das soluções tecnológicas que a responsável destaca é a Smart Glass, um vidro inteligente que quando “ligado” muda de transparente para opaco. O escritório da Microsoft tem 106 salas de reunião e a maior parte são envidraçadas com esta tecnologia. “O objetivo é dar alguma privacidade aos colaboradores e clientes, se assim o desejarem”. Outra mais-valia deste vidro? Funciona como um quadro branco, permitindo escrever nas paredes das salas de reunião. À porta das principais salas existe ainda um dispositivo que permite saber se estão ocupadas, por quem e por quanto tempo. Uma vez que os colaboradores têm total liberdade para trabalharem em qualquer espaço do edifício, esta tecnologia é necessária para manter algum controlo e organização. “A mobilidade é completa. Uma pessoa pode trabalhar em qualquer parte, em qualquer sala”, garante Patrícia Fernandes. A reserva das salas é feita através de um sistema ligado ao Outlook (Roomfinder) onde é possível ver quais é que estão vagas.

Os colaboradores também são livres de trabalharem em qualquer uma das mesas espalhadas pelo espaço. “As mesas são de toda a gente. Hoje podemos querer trabalhar num sítio, amanhã noutro”, aponta a responsável. O escritório da Microsoft é em openspace, e por isso houve a necessidade de criar algumas salas específicas para quem precisa de alguma privacidade para, por exemplo, fazer um telefonema. “Temos as phone booths onde os colaboradores podem fazer chamadas sem serem interrompidos. E temos também as salas de pensamento e relaxamento”, revela Patrícia Fernandes. Como não há lugares fixos, a empresa de tecnologia teve que adotar a política de clean desk. Ou seja, o colaborador deve arrumar todas as suas coisas no seu cacifo no escritório. “Todos os trabalhadores têm um laptop, que no final do dia podem levar para casa ou guardar no seu cacifo pessoal. O importante é que deixem a secretária limpa no final do dia”. A título de curiosidade: cerca de 80% dos colaboradores levam o laptop para casa, acabando por vezes por terminar o trabalho fora do escritório.

O edifício da Microsoft Portugal respira modernidade através da tecnologia. Mas a empresa quis também que o escritório tivesse alguns elementos que apelassem à tradição. Optou por fazê-lo no design de interiores. O elemento decorativo com maior destaque? O burel, um tecido artesanal português feito de lã. “O material dá a sensação de uma atmosfera intimista, caseira. Além disso, é possível brincar com o tecido e fazer ‘padrões’ diferentes”, adianta. Mais: as arquitetas responsáveis pelo design do espaço descobriram que o material também serve de isolamento de som. Por isso, as salas de pensamento são forradas a burel, por exemplo. Todo o mobiliário escolhido para o escritório também é 100% português, desde as mesas aos candeeiros e às cadeiras. Bordallo Pinheiro, Vitra, Corticeira Amorim, Azulima e Mood são algumas das empresas que contribuíram com o seu design para decorar o escritório da Microsoft com mais de 6300 metros quadrados.



