Muitas empresas têm dificuldade em encontrar profissionais qualificados para uma vaga em aberto. E muitas vezes acabam por contratar quem não querem. A Unono, agência digital ibérica de recrutamento incubada na Startup Lisboa, desde janeiro de 2016, quer mudar este cenário e promete encontrar o match perfeito entre jovens talentos e empresas em apenas três dias. “Queremos ser o Jorge Mendes do recrutamento, o conhecido agente de futebol português. Queremos identificar previamente quais os melhores candidatos e talentos que existem, para que as empresas possam posteriormente preencher as oportunidades que têm em aberto”, diz Edgar Campos, country manager da Unono em Portugal. E a verdade é que, em pouco mais de dois anos, a agência digital já conseguiu mais de 200 matchs entre jovens talentos e empresas.

Mas como funciona a Unono? Tanto para as empresas como para os jovens, é muito fácil de usar. As empresas só têm de deixar um contacto e uma mensagem descrevendo o que procuram. Já os jovens talentos (até aos 30 anos, sem ou com quatro anos de experiência no máximo) têm de fazer um registo na plataforma da Unono, submeter o seu Curriculum Vitae e indicar a localidade onde procuram trabalho. Depois não têm de fazer mais nada. Só têm de aguardar o contacto da Unono. “A informação enviada é analisada pela nossa tecnologia, o nosso algoritmo, que cruza as características e preferências do candidato com aquilo que as empresas procuram. Depois é feita uma filtragem. A nossa equipa entra em contacto com os candidatos para saber mais detalhes – ‘O que estás à procura tendo em conta o teu CV? Queres trabalhar numa startup?’, por exemplo – para perceber se as oportunidades fazem sentido ou não para o candidato. E para a empresa, claro”, adianta o responsável. No final, e em 72 horas, a Unono garante à empresa a entrega de uma shortlist para a posição em aberto.
Na Unono, os jovens talentos podem ainda submeter um vídeo-CV, algo muito solicitado pelas empresas ultimamente, de acordo com Edgar Campos. Porquê? A tecnologia permite perceber competências que são mais evidentes neste formato do que num tradicional CV. “O candidato tem a oportunidade de num minuto e meio apresentar-se, dizer quem é, de onde vem, o que fez, o que faz e o que quer vir a fazer. Com o vídeo-CV temos mais uma ferramenta para fazer uma análise ao perfil para perceber se vai de encontro àquilo que a empresa que está a recrutar procura”. De acordo com os últimos dados da Unono, os candidatos com vídeo-CV têm 10 vezes mais hipóteses de serem contratados.

“Queremos ser o Jorge Mendes do recrutamento, o conhecido agente de futebol português. Queremos identificar quais os melhores candidatos e talentos que existem, para que posteriormente as empresas possam preencher as oportunidades que têm em aberto”
Edgar Campos, country manager da Unono em Portugal

A Unono, que surgiu em 2014 em Madrid (onde tem a sua sede), tem atualmente mais de 350 oportunidades em aberto de empresas em Portugal e Espanha, que procuram talento jovem para áreas de engenharia, gestão, marketing e TI. De acordo com Edgar Campos, as empresas só pagam o serviço da Unono caso contratem um candidato através da plataforma. Qual é o valor, caso isso aconteça? “Pedimos um salário bruto mensal do candidato”, revela o responsável. Accenture, Auchan, Chronopost, Daimler, Amazon e Europcar são algumas das empresas que já recorreram à Unono.