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Walking Meetings

Notícias  |   22 Mai 2014

Tendência de agora ou não, a verdade é que cada vez mais os grandes empresários optam por esta nova forma de se reunir com as pessoas. Steve Jobs era adepto, Mark Zuckerberg e Barack Obama aderiram à ideia. Porquê? Dizem que as caminhadas promovem a criatividade. Um estudo recente, conduzido pela Universidade de Stanford, revelou que os ‘caminhantes‘ são 60% mais criativos. Além disso: as caminhadas também fazem bem à saúde. “Hoje em dia as pessoas estão sentadas em média 9,3 horas por dia, mais tempo do que dormimos, que são cerca de 7,7 horas. Sentar é tão comum, que nem sequer nos questionamos quanto o fazemos, nem nos ocorre que isso não faz bem à saúde. Sentar tornou-se o fumar da nossa geração“, adianta a empresária Nilofer Merchant, que no ano passado deu um depoimento sobre o tema nas conferências TED. E as estatísticas comprovam o seu discurso: “sentar mais do que seis horas por dia aumenta em 40% a probabilidade de morrer nos próximos 15 anos. Mesmo que faça exercício“, segundo um relatório da Medical Billing & Coding. Por isso, não admira que por estas razões, as walking meetings tenham ganho fãs em várias cidades no mundo. Merchant é uma fã confessa. A empresária disse, durante a sua apresentação “Got a Meeting? Take a Walk“, que começou a fazer estas reuniões-caminhadas depois de a terem convidado para uma reunião. Como não conseguiam acertar agendas, a opção foi reunir-se com a pessoa enquanto esta passeava o cão. Leu bem! A ideia pareceu-lhe estranha, mas Nilofer Merchant aderiu. E hoje faz destas reuniões um estilo de vida no seu trabalho. “Em vez de ir a reuniões em cafés ou em salas de reuniões, convido as pessoas para reuniões-caminhadas, a um ritmo de 30 a 50 km por semana. Mudou a minha vida“.

Quais as vantagens?

As vantagens para os empresários na adoção desta tendência são mais que muitas. A óbvia: as reuniões-caminhadas podem ser a solução ideal para quem quer, e precisa, praticar exercício físico e não tem tempo para frequentar um ginásio. Além disso, e segundo alguns estudos, as caminhadas ao ar livre, por 30 minutos, aumentam a nossa capacidade de resolver problemas. Outras vantagens: andar a pé ajuda a preservar a nossa memória, dá-nos energia, torna-nos mais alertas, estimula a nossa criatividade e inspira-nos a ter novas ideias.

Dicas para uma boa caminhada!

- Prepare os assuntos que vão ser debatidos. Partilhe essa informação com os participantes antes da reunião.
- Avise as pessoas com antecedência para que estas levem sapatos confortáveis.
- Escolha um espaço ao ar livre que não seja muito barulhento, para que todos consigam ouvir e prestar atenção ao que cada um diz.
- Atenção ao ritmo dos seus passos, é uma caminhada não uma maratona.
- Não ultrapasse uma hora de caminhada. É o tempo ideal para discutir qualquer tema com a devida atenção.
- Para que a reunião-caminhada seja realmente efetiva, não devem participar mais de seis pessoas.
- Se não quiser fazer uma caminhada na rua, faça as reuniões a andar pelo escritório. O efeito não é o mesmo, mas sempre sai da frente da secretária.

Mobiliário de escritório que ajuda a ficar em forma

A tendência das walkings meetings também abriu portas para outro mercado: o do mobiliário que auxilia os colaboradores a ficar em forma. A startup Stir, por exemplo, criou uma secretária que lhe indica quando deve ‘descansar' de estar sentado. Já a empresa LifeSpan vende treadmill desks, que são basicamente secretárias com passadeiras incorporadas. Há mais: mesas para reuniões com pedais! A belga WeWatt criou a secretária WeBike que põe os executivos a mexerem-se durante as reuniões, pedalando. Ao mesmo tempo, podem carregar a bateria dos seus aparelhos móveis com a energia que produzem ao pedalar.
As opções para um colaborador ficar mais saudável dentro do escritório não ficam por aqui. Recentemente, uma empresa japonesa lançou uma almofada para cadeiras, a Smart Cushion, que permite monitorizar a inatividade das pessoas ao registar, através de sensores, o tempo que estão sentadas. A ideia, tal como as secretárias, é ‘obrigar' os trabalhadores a mexerem-se.

 

Créditos imagem: Pressmaster / Shutterstock

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