Bons Negócios

Pessoas carismáticas, o que têm de diferente?

Opinião  |   16 Fev 2017  |  Por: Jorge Freitas

Há uns que aconselham melhor do que outros. Há uns que contam melhores histórias. Há outros que nos fazem rir. E há aqueles que sabem como ninguém liderar os outros! O dicionário Houaiss define carisma como o "dom de inspiração divina, fascínio pessoal que influencia as outras pessoas". É muito fácil reconhecer o carisma nos outros, a questão que se coloca é a dificuldade na definição da própria palavra. Mas afinal o que é o carisma? Que ingredientes o constituem? Nasce connosco ou aprende-se? Pessoas que não têm carisma podem aprender a ter?
Muitos assessores que aconselham políticos a melhorar a sua imagem revelam alguma dificuldade em definir a palavra carisma. Rapidamente conseguem dizer que há pessoas que não têm carisma e que é difícil "dar" ou "desenvolver" essa característica nas sessões de trabalho de aconselhamento e assessoria.
O carisma é sempre uma capacidade humana notável, fora do comum, e que está relacionada com a comunicação e a expressão verbal e não-verbal. "Aquela pessoa tem muito carisma!", é fácil e rápido o reconhecimento do carisma nos outros. Um indivíduo que comunique com os outros de forma agradável, educada, respeitadora, juntamente com uma pitada de charme e a uma dose considerável de magnetismo pessoal, tem tudo para dar certo na senda do carisma, mas pode não ser suficiente.

Vejamos um pouco o ADN de pessoas carismáticas:

Capacidade de escuta
A capacidade natural de ouvir os outros com atenção, respeitando o discurso dos outros no momento da escuta, sem agredir ou interromper abruptamente o interlocutor, é uma das características de um indivíduo carismático. Olhar nos olhos, sorrir genuinamente e ser agradável reforçam as competências comunicacionais do indivíduo. Tancredo Neves, ex-presidente brasileiro, dizia que Deus lhe dera dois ouvidos e uma boca por uma boa razão - ouvir mais do que falar. Tancredo gostava de dizer que uma boa reunião era aquela da qual ele saía "rouco de tanto ouvir".

Equilíbrio emocional
Um indivíduo educado com autocontrolo, que não tenha necessidade de falar mais alto para expor os seus pontos de vista numa discussão, e que controla as emoções sabendo quando deve intervir e como intervir possui seguramente elementos de uma personalidade carismática. Tal cenário provoca um ambiente emocionalmente harmonioso. Não se esqueça que o equilíbrio emocional pode ser exercitado.

Disponibilidade para os outros
Ser prestável com os outros, gostar de dividir conhecimento e ter satisfação em colaborar com simplicidade, traz o ganho da simpatia, respeito e admiração dos outros. Resultado: Mais carisma!

Referência
São pessoas que servem de exemplo às outras em termos profissionais ou pessoais.
São pessoas inspiradoras, modelos de comportamento que têm mais licença do que os outros para dizer o que pretendem ou fazerem aquilo que está coerentemente de acordo com a vontade.

Sinceridade no discurso
Alguns quando abrem a boca inspiram muito pouco os outros. Quando falamos a credibilidade é dos pontos mais importantes na comunicação. O volume de credibilidade recebido pelo recetor é proporcional ao carisma do indivíduo. Intrinsecamente ligado à credibilidade está a liderança.

Um líder é normalmente um indivíduo carismático. Mas pode não sê-lo. E nesse caso, normalmente a questão que se coloca tem a ver com o tempo de liderança exercido numa determinada entidade social ou profissional. Há muitas mais características que compõem o ADN de pessoas carismáticas. Mas para já fique com esta ideia. SIM, desenvolver carisma é possível mesmo para aqueles que acreditam que não o têm!

Créditos imagem © Khakimullin Aleksandr

Jorge Freitas

Orador

Jorge Freitas, especialista em comunicação, professor e autor de diversos livros de autoajuda em comunicação. Jornalista e comentador do Porto Canal.

Partilhe este artigo

Comentários  |  0 Comentários

Máximo 600 caracteres | Política de Comentários

Submeter
Subscrever Newsletter