Bons Negócios

O cartão-de-visita é um elemento marcante da sua identidade

Opinião  |   05 Dez 2017  |  Por: Cristina Fernandes

Um cartão-de-visita é uma importante peça de comunicação, que resume a sua informação profissional fundamental, permitindo que os outros o contactem (tacitamente com o seu consentimento), além de revelar traços da sua personalidade, do seu estilo ou da marca que representa. É um elemento marcante da sua identidade.
Num universo pessoal e profissional que, cada vez mais e inequivocamente, gira em torno da comunicação digital, alguns ainda se perguntam se vale a pena investir em cartões-de-visita impressos e, uma larga maioria, já deixou de o fazer. Defendo que sim, vale a pena, pois são um elemento imprescindível em diversas ocasiões, como por exemplo no âmbito de uma apresentação pessoal, no início de uma reunião de trabalho entre pessoas que não se conheciam previamente (nesta ocasião, muito úteis como auxiliares de memória), quando se envia algo (como um presente ou um documento) ou, simplesmente, quando é necessário deixar com alguém os contactos de forma completa mas rápida.
Um cartão-de-visita deve portanto, para ser útil, estar rigorosamente atualizado, contendo a informação essencial. Imprescindível, também, é que esteja em perfeito estado de conservação, pelo que vale a pena investir num porta-cartões. Considere, também, que um cartão-de-visita não é um folheto publicitário e, assim sendo, limite-se a indicar o seu nome, profissão ou cargo, logótipo e dados da empresa/instituição, morada e informação de contactos (telefónicos, bem como endereço de email, além de outros endereços digitais, se tal informação for relevante para a atividade que desenvolve). Se considerar necessário indicar um código QR, faça-o no verso do cartão.
Tenha em conta, também, algumas regras na utilização de um cartão-de-visita. Numa situação de apresentação pessoal em que seja interessante trocar contactos, não hesite em entregar o seu cartão, sobretudo se tiver interesse em ficar com o cartão da pessoa que está a conhecer pois, também neste simples gesto, a entrega pressupõe o recebimento. Em reuniões, os cartões-de-visita devem ser trocados no início dos trabalhos e mantidos sobre a mesa ao longo do encontro. Numa refeição de negócios, se ainda for necessário trocar cartões, faça-o apenas no final da refeição, já no momento da despedida. No caso de se tratar de uma situação formal, em que haja uma diferença significativa de estatutos profissionais, a iniciativa da entrega do cartão-de-visita cabe à pessoa de maior estatuto. E, também em ambientes multiculturais, preste particular atenção a este ato. Poderá ser útil ter o cartão, no verso, escrito em inglês, ou noutra língua com a qual negoceie frequentemente. Por exemplo, a um oriental entregue o cartão segurando-o com ambas as mãos ou, pelo menos, com a mão direita, tendo o cuidado de virar o texto para o destinatário e, sempre, mantendo contacto visual. A um muçulmano não entregue o cartão com a mão esquerda. Ao receber um cartão-de-visita, jamais o guarde sem primeiro o ler e evite o gesto distraído e impensado de o enfiar nos bolsos sem qualquer cuidado nem atenção... pois estaria a demonstrar desconsideração face ao seu interlocutor.
Por fim, e se ainda lhe persistir alguma dúvida, considere que um cartão-de-visita continua a constituir um elemento de prestígio e distinção, desde que visualmente seja agradável e contenha informação pertinente e exata. Caso negoceie com frequência em contexto multicultural, o cartão-de-visita é, então, absolutamente indispensável.

Créditos imagem © PORTRAIT IMAGES ASIA BY NONWARIT

Cristina Fernandes

Consultora e formadora em Comunicação, Cerimonial e Protocolo, Imagem e Comportamento Profissional

Consultora e formadora em Comunicação, Cerimonial e Protocolo, Imagem e Comportamento Profissional, Cristina Fernandes desenvolve projetos de consultoria e formação em instituições públicas e privadas, em Portugal, Angola e Brasil. É mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, tem duas pós-graduações pelo ISLA em Assessoria Empresarial e Imagem, Protocolo e Organização de Eventos, e é autora do livro “Manual de Protocolo Empresarial”.

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