Bons Negócios

Luís Girardi, um líder desenrascado

Meet the Leader  |   11 Dez 2015

"Frequentei um curso de engenharia informática. Trabalhei em várias empresas. A última, antes de surgir a ErgosTek, era uma empresa de geolocalização de viaturas. Mas fui despedido e acabei no desemprego. Não desmoralizarei e ao fim de seis meses estava a trabalhar. Mas no meu próprio negócio". Este é o início da história de Luís Girardi. Igual a tantas outras histórias de pessoas que não baixam os braços e que, perante as adversidades da vida, tentam dar a volta por cima. Hoje, Luís Girardi, é dono da ErgosTek, uma empresa de soluções informáticas que atua no mercado português há oito anos. E está feliz com o que conseguiu. "Foi o maior desafio da minha vida, começar do zero profissionalmente. Arrancar com a ErgosTek era um passo sem grandes certezas. Mas com a ajuda dos meus pais, e os incentivos do fundo de desemprego, consegui. No início era só eu, mais ninguém. Tive que desenrascar-me. Mas aprendi que sei fazer coisas que não sabia fazer, muitas vezes por uma questão de obrigação. O mais difícil de tudo? Gerir uma empresa". Luís Girardi estava confiante e a sua experiência profissional levava-o a acreditar que iria conseguir levar o seu negócio a bom porto. Antes de se tornar empreendedor, trabalhou na Madeira numa empresa de publicidade onde muitas vezes estava à frente, no comando da equipa. "Senti que tinha capacidade para ter o meu próprio negócio. Descobri que era capaz e que até tinha a ambição de chegar mais longe", confessa.

Luís Girardi foi contagiado pelo" bichinho do empreenderorismo" mas a sorte também lhe bateu à porta. Sorte ou bom profissionalismo. Uma pessoa com quem trabalhou no passado lembrou-se dele, de como era bom profissional, e ajudou-o a ganhar um grande cliente que fez a ErgosTek crescer, um cliente ligado ao Estado. A partir daí, a equipa aumentou. Tinha que aumentar, "porque vencer nos negócios não é possível sozinho". Contratou mais pessoas para conseguir mais clientes. Um técnico, um administrativo e mais tarde um comercial. "Os contactos comerciais são muito importantes para qualquer negócio. E João Mateus é o meu sócio, braço direito e amigo, até à data. Que me apoia nesta área tão essencial e foi fundamental para o crescimento da ErgosTek."Hoje já são 10 pessoas a trabalharem num openspace em Carnaxide. Uma família com grande espírito de família, defende. "Todos os dias, quando chego de manhã, faço questão de cumprimentar cada um - isso, e beber um café - antes de trabalhar. Acho que uma das minhas qualidades enquanto líder é a facilidade de comunicação com as pessoas, seja colaboradores ou clientes". Já o seu ponto fraco é a própria gestão da empresa, "mas devo ter feito bem alguma coisa para chegar até aqui", confessa. Para o auxiliar nesta tarefa, Luís Girardi não dispensa ler obras de autores que escrevem sobre negócios: Jack Welch e Paulo de Vilhena são dois exemplos e que admite que "marcaram a sua maneira de estar empresarial". No entanto, a sua maior inspiração é Belmiro de Azevedo que conseguiu criar um império do zero. Luís Girardi sabe a importância e a influência que empresários como este podem ter na vida dos outros. Na sua tiveram. E enquanto não escreve um livro, enquanto não tem um grande império, o diretor-geral da ErgosTek tenta influenciar, tenta fazer a sua parte, tenta contribuir para ajudar alguém a desenrascar-se na vida. À sua maneira. "Há uns tempos contratámos uma pessoa com deficiência visual para trabalhar na empresa. Ao fim de dois anos saiu. A experiência, com certeza, abriu-lhe portas para outra oportunidade. Além disso, a ErgosTek também doa material e equipamento informático a instituições de solidariedade social, que ajudam pessoas que tanto precisam. O que pode já não ser importante para nós pode ser para outros. E em vez de destruirmos, doamos".

 

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