Bons Negócios

Hugo Duarte da Fonseca

Meet the Leader  |   13 Dez 2016

É managing partner da empresa portuguesa MAEIL. E adora futebol, surf e pintura. Apesar do gosto por estas áreas, Hugo Duarte da Fonseca, de 42 anos, optou por ser empreendedor com a mesma paixão. É uma tarefa difícil e exigente, a de liderar uma empresa, mas dá conta do recado. É uma pessoa organizada, admite.

Se não estivesse a trabalhar na MAEIL qual seria a sua profissão?
Diria que hoje poderia estar em qualquer projeto em que pudesse ter liberdade de escolha e responsabilidade pelas decisões tomadas. Ou seja, julgo que seria sempre empreendedor ou freelancer. Mas tenho várias paixões, para além da minha família. O desporto é uma. Joguei futebol como federado nas camadas jovens do Estrela da Amadora, mas tive que sair quando entrei no Instituto Superior Técnico aos 18 anos, porque não conseguia conciliar os estudos com nenhum clube. Depois veio o surf que comecei a praticar desde essa altura e ainda hoje pratico. Também gosto de pintura. Tirei um curso de quatro anos na SNBA - Sociedade Nacional de Belas Artes, depois da licenciatura em Informática, e é algo que me fascina. Quer no desporto quer na pintura, sinto a mesma liberdade de gerir um projeto e tomar decisões muitas vezes de forma individual, e que posso assumir depois essa escolha perante os outros.


Um conselho para gerir bem uma equipa?
Transparência total. Não alimentar falsas expectativas e ser direto. Dar follow up da evolução da empresa e dos projetos, nos fatores positivos mas também, e sobretudo, nas questões negativas.


Regra número um nos negócios para si?
Confiança e compromisso. Os clientes procuram sobretudo pessoas e parceiros em quem confiem e não apenas fornecedores a quem compram. Devemos estar sempre disponíveis para ouvir, dar o nosso melhor e ajudarmos os nossos clientes dentro das nossas competências.


Com que empresário gostaria de conversar um dia para trocar algumas ideias sobre gestão?
Não tenho nenhuma admiração especial por qualquer gestor em particular, embora acompanhe a evolução de alguns e das suas empresas. Admiro os empreendedores e gestores que tenham um negócio próprio e que assumem o(s) seus(s) projeto(s) no dia-a-dia, e que o conseguem conciliar com outras paixões e ainda assim motivarem as suas equipas e os seus colaboradores. É necessário uma motivação extraordinária e uma responsabilidade acima da média. Liderar pelo exemplo é difícil e exigente, como se estivéssemos sempre à prova.


Considera-se uma pessoa organizada?
Sim, e exijo-o à minha equipa. Uma empresa de serviços e\ou de produto sem organização e planeamento não consegue executar e, portanto, sobreviver a médio\longo prazo. Os clientes são cada vez mais exigentes, estão melhor informados, e querem um serviço ou produto que lhes responda no imediato. Se não tiverem o que esperam em tempo útil, têm facilmente outras alternativas no mercado.


Utiliza alguma aplicação para planear o seu dia, a sua semana? Ou é adepto da agenda/bloco de notas?
Utilizo bastante o smartphone que levo sempre comigo, o Surface Pro 4 da Microsoft no escritório e em reuniões que precise, e o portátil em casa. Estão todos sincronizados com a minha agenda e partilho o calendário com as equipas na empresa, nas tarefas e projetos em comum. No meu calendário, por exemplo, as minhas tarefas são marcadas a vermelho e todas as tarefas das equipas em que estou envolvido são de outra cor. Marco todos os compromissos, planeio e revejo a semana seguinte normalmente ao fim de semana. No entanto vou gerindo uma task list e to do's com o que "tiver à mão" que, nesse caso, pode ser um bloco de notas ou um dispositivo móvel.


Lançou o Shipperline, um software para empresas exportadoras que permite gerir melhor mercadorias. A tecnologia é essencial na organização de um negócio?
Sem dúvida. E no século XXI ditará a morte ou o sucesso das empresas. Recentemente vi um vídeo da Harvard Business Review, intitulado "Every Business Is a Software Business", que sinteticamente diz que hoje qualquer negócio que queira ter escala precisa de software para o suportar. E, nesse sentido, precisa de muitos recursos e desenvolvimento, uma estratégia ao nível dos sistemas de informação e do seu modelo digital.


Qual o skill que gostaria de melhorar?
Ser mais descontraído e conseguir gerir o stress de forma mais tranquila. Sinto-me sempre responsável por tudo o que a empresa faz, e muitas vezes é necessária alguma "abstração" dessa responsabilidade. Outro aspeto, é trabalhar melhor a estratégia, que é o principal papel de quem lidera a organização, ou seja, trilhar o caminho que a empresa deve tomar para ter sucesso e investir todos os seus recursos nesse plano. Essencialmente, ter a disciplina para dedicar pelo menos 50% do tempo à estratégia da empresa e deixar a execução aos responsáveis das equipas e às próprias equipas.


O que está a ler?
Estou a terminar o "Zero to One" de Peter Thiel. O livro explica, ou tenta explicar, o que é fazer algo pela primeira vez versus fazer algo repetidamente, e as contrapartidas que se conseguem quando isso acontece - criar algo único durante algum tempo com um novo mercado de forma exclusiva, e que só está ao alcance de poucos por variadíssimas razões (nomeadamente de contexto, e que não são repetíveis).


Qual o seu gadget de eleição?
O que mais uso é o smartphone, atualmente um Lumia 950, e o meu Surface Pro 4. Duas máquinas Microsoft, no seu melhor.

 

SOBRE A EMPRESA

A MAEIL é uma empresa portuguesa de engenharia de desenvolvimento de software com soluções verticais para os Transportes e Logística. Foi fundada em 1999, tem 17 colaboradores e escritórios em Lisboa, Aveiro e Leixões. Os seus principais clientes são exportadores, agentes de navegação, transitários, transportadoras, parques e terminais de contentores. Tem vários parceiros, entre os quais a Microsoft, Primavera, PHC, Sage e GRENKE.

 

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