Bons Negócios

A força de um abraço

Olhares  |   11 Dez 2015

David Fernandes deixou o seu país e a sua família em Portugal para abraçar uma causa. Abraçar as crianças de Moçambique que passam dificuldades e ajudá-las a viverem melhor. E a sua força já permitiu apoiar, com o auxílio de donativos, 600 crianças órfãs que, quando crescerem, podem ajudar outras tantas. É esse o objetivo da the big hand, o seu projeto pessoal que começou em 2010

como tudo começou.
"Durante a faculdade temos sempre aquelas conversas de café com os amigos sobre as coisas que gostávamos de mudar na sociedade. Eu já tinha participado em alguns programas de voluntariado mas tinha o sonho de integrar um projeto maior. Aos 24 anos, estava a acabar o curso, comecei à procura de projetos com os quais me identificasse e sentisse que fosse útil. Contactei várias ONG e escolhi a União Missionária Franciscana para trabalhar como voluntário em Moçambique. Fui de mochila às costas e lá fiquei 11 meses".

como surgiu a the big hand.
"Um dia decidi bater à porta da GRENKE para pedir ajuda para montar uma sala de informática. Acederam ao meu pedido e deram-me o financiamento necessário. Queria criar mais infraestruturas, nunca pensei numa associação. Mas, mais tarde, num almoço entre amigos numa pizzaria em Almada, surgia a the big hand."

o que a the big hand faz.
"Construímos escolas, furos de água e casas de banho. Fazemos intervenções na área da saúde, higiene diária, nutrição, desporto, cultura. Sempre com o foco na criança. A the big hand ajuda todas as crianças. No entanto, privilegia as meninas. Está comprovado que há um maior retorno social. Porque uma mãe vai promover o que aprendeu junto dos seus filhos. A mãe tem esse instinto. De ensinar os hábitos de higiene, os hábitos escolares. A mulher vai rentabilizar o investimento dos doadores."

o que aprendeu.
"As crianças ensinaram-me a ser perseverante. A ter esperança. A não parar. Que dependes de ti mesmo. Que as coisas podem melhorar. Que temos a capacidade de mudar a vida de alguém. Temos mais potencial do que acreditamos. Temos de sair da nossa zona de conforto e pôr o nosso lado criativo a procurar uma solução. E a ajuda não tem de ser monetária. Pode ser um abraço, uma força que pode mudar uma vida".

o futuro.
"Queria que a the big hand acabasse já no próximo ano! Seria sinal que estava tudo bem. Mas ainda há muito por fazer. Quero ajudar todas as crianças. E para isso temos que atrair pessoas que queiram também mudar o mundo. Uma das nossas crianças, agora com 16 anos, casou e passou a ser nossa monitora. Continua a ajudar noutra aldeia, outras crianças."

como podemos ajudar.
"Existem diferentes formas: o apadrinhamento de crianças (que é 25 euros por mês), a compra de merchandising ou as empresas investirem diretamente num projeto, um furo de água, por exemplo".

 

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