Bons Negócios

A alta competição nos negócios

Opinião  |   26 Fev 2013  |  Por: Carlos Alberto da Rocha Resende

Nasci em Lisboa, num bairro de pessoas extremamente humildes. No entanto, tive o privilégio de ter uma família que soube estar por perto e transmitir-me um conjunto de valores, morais e éticos, a maioria dos quais fiz questão de passar para as minhas duas filhas, também atletas. Imaginem de que modalidade? Pois claro, andebol também!

A Alta Competição assume-se como um contexto onde palavras ou características tais como: a responsabilidade, a motivação, a superação, uma boa capacidade de trabalho (sob stresse e fundamentalmente em equipa) e paixão pela atividade, estão permanentemente em “jogo e onde a sua interação dinâmica é crucial para o atingir dos objetivos e metas traçados. A opção por uma postura de alta competição permitirá a um indivíduo adquirir competências no estabelecimento de objetivos; níveis de auto confiança superiores (bem estar físico e emocional); conduzir a um aumento da produtividade (uma vez que um indivíduo melhor fisicamente será certamente um trabalhador mais produtivo) e promoção, a médio e longo prazo da sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) - segundo vários estudos científicos, os indivíduos que levam uma vida mais ativa e saudável, do ponto de vista da atividade física, recorrem menos a hospitais. E por último, mas talvez o mais importante, o desporto proporciona um conjunto de amizades duradouras.

Para a alta competição, diria até mesmo para qualquer ser humano, é necessário o equilíbrio entre o trabalho produzido, a alimentação e o descanso. Estas premissas devem estar combinadas em proporções equilibradas.

Nos negócios podemos viajar desde a mão invisível do Adam Smith até ao Peter Drucker que nos refere que “a melhor forma de prever o futuro é criá-lo. No desporto, tal como nos negócios, é crucial que cada elemento saiba responder à seguinte questão - “O que é que fazes bem feito?. No entanto, aos gestores também lhes é exigido que dominem tal informação, pois se um gestor não dominar todo o contexto de atuação, como lhe será possível analisá-lo? Como será possível dominar os seus pontos fortes e fracos, as ameaças e as oportunidades que o mercado lhe irá proporcionar? Hoje, não há emprego para a vida, nem tão pouco deve haver vida para o emprego, mas sim uma preocupação constante em que cada indivíduo procure ser uma mais-valia para a sua organização. De facto, e segundo o ditado popular “não há almoços grátis”, temos a responsabilidade de trabalhar para vencer sem “atropelar os nossos princípios, a nossa cultura, os nossos valores, os nossos adversários e em harmonia com a sustentabilidade da nossa existência terrena.

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Pelo que referi acima faz todo o sentido associar a alta competição aos negócios pois sempre que exigirmos apenas o melhor de nós, agirmos com justiça e num clima de competição que vise a superação permanente, estaremos a praticar a alta competição, seja em que contexto for. Aliás desde que trabalhemos com pessoas as dificuldades são semelhantes, o que muda é o contexto e a especificidade das mesmas.

Em suma, a alta competição nos negócios pode e deve fazer parte do quotidiano empresarial, sempre com enorme responsabilidade, respeito, motivação permanente (tendo em consideração que a intrínseca é a mais desejada), com o desejo de superação e uma boa capacidade de trabalho sob stresse e em equipa.

Biografia

Carlos Alberto da Rocha Resende
Atleta internacional de andebol durante 27 anos, é atualmente treinador de andebol do ABC de Braga. Além disso é professor convidado da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e do Instituto Superior da Maia, ao mesmo tempo que desempenha funções como vice-presidente da Associação Portuguesa de Gestão do Desporto.

 

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