PREPARE-SE COMO SE FOSSE PARA UM FIRST DATE.
Os comunicadores aborrecidos são aqueles que gostam demasiado de se ouvir. Lembre-se: não é sobre si, é sobre o outro, portanto, invista tempo a conhecer a sua audiência, quer vá falar para uma pessoa ou para uma multidão. Prepare-se como se fosse para um first date, afinal de contas a palavra de ordem é “conquista”. Por exemplo: Que estilo de comunicação tem a sua audiência? Mais introvertidos ou extrovertidos? Mais racionais ou emocionais? Quais têm sido as suas preferências? E como é que a pode surpreender? Dentro da mensagem e informação que quer partilhar, o que é verdadeiramente relevante e do interesse da sua audiência? Vá além da mera suposição. Pergunte, pesquise, utilize por exemplo as redes sociais, e antecipe como pode ajustar-se às preferências de comunicação daqueles que quer inspirar, motivar e levar à ação. Ah, e já agora: a sua imagem reflete o entusiasmo de um primeiro encontro? Pense nisto.

EVITE FALAR PARA O BONECO.
Sabe qual o contexto da sua audiência no momento da sua comunicação? Lembre-se que compreender o contexto é essencial para definir com rigor, o objetivo da sua mensagem. Nada pior do que levar uma apresentação encorajadora ou de inspiração numa altura de despedimentos, certo? Sendo assim, antecipe-se e ajuste a sua mensagem ao contexto que a audiência está a viver. Se não sabe, pergunte. Não pergunte no dia, pergunte antes, direta ou indiretamente. Lance a questão nas redes sociais, faça sondagens a públicos semelhantes, ou focus group por exemplo. Só assim saberá como trazer mais valor à audiência e corresponder às suas expectativas. Caso contrário, sabe o que pode acontecer? Arrisca-se a falar sozinho, para o boneco. É isso que quer?

PENSE NO SEU CÉREBRO COMO UM GPS.
Quando utilizamos um GPS colocamos sempre a origem e o destino. E porquê? Para sabermos a rota, com segurança. Ora, em comunicação é igual. O nosso cérebro, e corpo, para poderem sentir maior segurança, necessitam de saber antecipadamente como o condutor vai começar e como vai terminar. Literalmente, com que frase vai começar e com que frase vai terminar? Aqui tem que ser específico. Se não souber como quer começar e acabar uma apresentação ou uma conversa com um cliente, o seu cérebro vai estar irrequieto. A forma como começa e como conclui um discurso garante que mantém um fio condutor e dá à sua audiência a sensação de que é algo bem preparado, claro e organizado. Escolha antecipadamente a origem e o destino, porque, mesmo que opte por outra rota no meio da tal apresentação, o seu cérebro vai sempre saber para onde vai e, assim, fica descansado, mesmo quando há desvios.

PLUMAS, LANTEJOULAS E PURPURINAS FICAM EM CASA, POR FAVOR.
Existem algumas empresas que recomendam aos colaboradores que adotem uma indumentária “inferior” à do cliente, para que este se sinta mais dominante. Compreendo, mas discordo. A nossa roupa deve transmitir o nosso melhor. Como quando recebemos alguém em casa, com quem fazemos um pouco de cerimónia, é assim que devemos comunicar através da nossa imagem. E porquê? Bom, da mesma forma como não estará de pijama ou fato de gala, imagino que será com algum zelo que se apresente. A sua imagem deve, acima de tudo, comunicar aquilo que valoriza em vez de querer agradar à audiência. Ainda assim, a imagem deve ser agradável à vista do outro, moderna q.b. e elegante. Plumas, lantejoulas e purpurinas ficam em casa!

A PRIMEIRA IMPRESSÃO STILL ROCKS.
Independentemente de se sentir mais cansado, com pouca energia ou com pouca vontade, numa conversa one to one ou numa conversa para 100 pessoas, a sua postura corporal deve manter-se “aberta”, disponível. A primeira impressão ainda conta. O que fazer? Se estiver de pé, coloque as pernas em posição neutra, pés bem assentes no chão, as mãos sempre visíveis e na linha do umbigo. Se tiver uma secretária à frente, garanta que as mãos estão em cima da mesa e com movimento, desde que se lembre da regra que a nossa mãe já nos ensinou há muito tempo: cotovelos em cima da mesa, não! No rosto, leve sempre um sorriso, não precisa de ser um de orelha a orelha, mas um que demonstre que está feliz por estar ali. Se não estiver, como acha que a sua audiência se vai sentir? Depois admire-se.

QUEM PEDIU UM XS?
Está tudo mais pequeno: discursos, audiências, tempo. Vivemos na era do imediato, a informação é infinita, está disponível em vários meios e nem sabemos bem para onde olhar. A atenção é limitada e, por isso, exige criatividade. Bitesize Learnings, TED, TEDx e Ignite inspiram apresentações curtas mas impactantes e inesquecíveis… e aguçam o engenho, exigem técnica. Já pensou se lhe pedissem para se apresentar em 20 segundos ou para limitar o PowerPoint a 10 slides? Inspire big, communicate small.

DÊ O MELHOR LUGAR DA SALA À OUTRA PESSOA.
Se a comunicação que vai fazer for numa sala de reuniões, dê o melhor lugar à pessoa com quem vai conversar. Ainda existem muitas empresas à moda antiga, que tendem a dar o pior lugar da sala ao seu cliente, ao seu fornecedor ou colaborador, para o colocarem numa posição inferior e desconfortável. Contudo, acreditamos que quer ser um comunicador moderno, por isso, não caia nos velhos jogos de cadeira “onde é que eu me sento?”, pois ninguém fica confortável. Dê à sua audiência o melhor para receber de volta exatamente o mesmo.